Já tinha um tempo que a Jufreak tinha pedido por uma nova prateleira na cozinha para organizar melhor os temperos. São mais de 20 pequenos potes e como eu estava gozando de férias, semana passada fomos até um desses shoppings da construção e compramos uma prateleira que combinasse com a nossa cozinha.
Chegamos em casa, peguei a furadeira e verifiquei onde deveria passar a tubulação. Depois acabei descobrindo que eu deveria ter recebido a planta hidráulica e a planta elétrica da casa para não precisar adivinhar onde essa tubulação passa. A prateleira que compramos tem dois suportes, cada suporte precisa de dois furos e depois do segundo furo na parede eu descobri que a tubulação não estava como deveria e posso assegurar que um chafariz na pia da cozinha não estava nos nossos planos.
A tubulação deveria passar atrás do rejunte, onde encontraria o registro, logo abaixo do tampo da pia. Não, eu não faço a mínima idéia do que o maldito encanador tinha na cabeça quando resolveu colocar o registro nesse lugar. Talvez ele deva ter pensado “vou foder esse cara e acabar com a pressão da água colocando o registro aqui embaixo”.
E foi isso o que eu furei encontrei:
Nas duas últimas fotos vocês podem ver o serviço porco que foi feito. Anyway, what to do? O furo estava acima do registro e não havia nenhuma válvula a ser fechada na caixa d’água. Quando pensei em tampar a saída de água dentro da caixa d’água, ela já estava praticamente vazia. Por sorte, encontrei um pedreiro por perto e no mesmo dia o problema do cano já estava resolvido. Ficou faltando apenas fechar o buraco na parede com uma nova peça de revestimento e, já que o estrago está feito e vou ter que pagar pelo serviço do pedreiro, por que não aproveitar e trocar o piso do banheiro?
I never was a guy who take that many pictures. I don’t believe my spirit will be imprisoned in the picture, I just don’t feel really comfortable.
Some days ago, my wife found these really old pics. I’m not sure when they were taken, 5, maybe 6 years ago. By the headphones I’m wearing in one of them, I can remember I was carrying aside my old Aiwa Walkman. With tapes. Cassette tapes. Some kids probably never saw one these days.
I often quote myself; it adds spice to my conversation.
Eu já devia esperar por isso, não se pode duvidar das profecias, mas acabei ignorando o fato. Uns dias antes meu pai liga para oficializar o convite, já em cima da hora. Fui para a rodoviária comprar as passagens e no sábado pela manhã, lá estávamos eu e a patroa indo mais uma vez para Telêmaco Borba. Depois de empurrar goela abaixo um café da manhã que encaramos na rodoviária, estávamos prontos para aguentar a viagem de 4 horas. Como na metade da viagem havia uma parada prevista em Ponta Grossa, imaginei que poderíamos fazer mais algum lanche e evitar chegar como dois retirantes famintos. O ônibus foi direto, bem Classe Média Way of Life.
Chegamos por volta de duas da tarde, minha mãe na rodoviária nos esperando. Cumprimentos, long time no see e rumamos direto para uma pastelaria no centro da cidade para matar a fome que nos consumia, um lanche no capricho, mais um e umas cervejas para nos preparar para a bomba.
Minha mãe fala, na maior alegria: “Hoje tem baile!”
E eu deveria ter soltado um: “E eu com isso?”
Mas eu imaginei que ela, após ter comprado uma mesa para o baile, não gostaria de ouvir um estrondoso e mimado não como resposta. Além do mais, minha mulher não gostaria nem um pouco de ficar de molho em casa no sábado à noite. Sim, a vida é uma caixinha de surpresas e sem saber o que o destino nos reservava, fomos às compras.
O baile era à noite e ainda tínhamos algum tempo livre. Era hora de cumprir uma antiga promessa. Levar a mulher para passear no bonde aéreo. Uma das inúmeras A maravilha turística de Telêmaco Borba. Com vários kilometros de cabo, dois bondes, muitas mortes, um percurso percorrido em 3 minutos e alguma coisa e vários outros números para impressionar os turistas, compramos os tickets e aguardamos a próxima saída do bonde.
Voltamos e então fomos para casa da minha mãe, nos preparar para o tal baile com o maravilhoso Grupo Rodeio. Bem, não é segredo pra ninguém que eu não gosto nem um pouco de música gaúcha, mas devido às circunstâncias, estava disposto a tolerar. O agravante: por descuido, acabei esquecendo de levar uma blusa para aguentar o frio da madrugada e como não eram muitas as pessoas dispostas a sair num sábado à noite para ir à um baile onde um anão de bombacha toca uma gaita quase maior que ele, o pavilhão onde aconteceu o show não ficou lá muito cheio, tornando a experiência ainda mais emocionante.
Por fim, algo que geralmente é o que acaba com a alegria da festa, para mim, foi a salvação. Eram mais de quatro da manhã quando um dos amigos da minha mãe, que depois de entornar “uns uíxqui”, “tomou um fogo dos brabo”, não aguentava mais ficar em pé e minha mãe foi summonada para dirigir o carro do digníssimo colega. Yep, um bêbado estraga festa me trouxe esperanças de chegar à uma cama quentinha mais cedo. Bem, não tão cedo assim, já que o colega mora na região próxima ao rio Tibagi. Minha mãe dirigindo o carro da frente, eu e a Clem mais minha irmã e o namorado no carro de trás, curva atrás de curva e um zigue-zague filhodaputa que mais se assemelhava as cut scenes de Need for Speed Carbon. Eu ainda não estava em casa, mas ao menos dentro do carro não estava o frio glacial que fazia lá fora.
E o motivo da viagem foi o evento de domingo, quando acordamos tarde e fomos para a casa do meu pai onde aconteceram as comemorações pelo aniversário da minha irmã (que foi no dia seguinte).
A viagem de retorno estava programada para o final da tarde de domingo, mas como minha mãe havia planejado um pequeno churrasco para a segunda-feira, transferimos as passagens para o dia seguinte para aproveitar mais um dia de carne e cerveja.
Alguns dias depois de retornar minha irmã confidenciou à Clem que meu pai ficou um pouco chateado por eu ter passado pouco tempo lá na casa dele e, fuck it, afinal, geralmente eu passo mais tempo na casa dele, acho que eu devia um pouco à minha mãe. E como a próxima viagem só deve acontecer em dezembro para alguma das festas de fim de ano, começa a se formar a dúvida (que eu já sei a resposta), para onde eu vou?
Outro dia eu estava dando uma olhada no Google Docs. Não é algo que eu use com frequência, na verdade, raramente uso, porém acabei encontrando um template que me agradou e mais do que depressa, exportei-o para o formato Word. Ficou uma bosta.
O ‘ribbon’ do Office 2007 se mostrou algo bem útil e fácil de usar depois que você se acostuma com ele. E isso torna a interface do Google Docs muito monótona, sem falar nos recursos limitados. Como eu não estava nem um pouco afim de alterar o documento no Google Docs, precisava de uma maneira eficiente de convertê-lo. A conversão padrão para .doc simplesmente não funciona sem destruir todo o layout do documento. Converter para .rtf teve o mesmo efeito. E então veio a idéia.
Solução: double conversion. Primeiro, você deve converter o documento para .pdf e então converter o .pdf para .doc. Um pouco trabalhoso, mas o resultado é deveras aprazível.
Incrível, três semanas sem um post novo e o número de visitas diárias aumentou, meu Alexa Traffic Rank diminuiu (isso é bom) e até clique em Google Ads eu tive.
Bem, fazem uns dias já que passei por Telêmaco Borba com a minha digníssima senhora. Estou terminando de digitar esse post, arrumando algumas fotos e ainda preciso editar um vídeo. Ou seja, ainda vai demorar um pouco. Mas ao menos vai ter Ace of Spades.
“If you try to please everyone, somebody is not going to like it.”
Dinheiro. :$: Não, isso não é um post sobre como ficar rico, mas como eu estou retomando o controle sobre as minhas suadas verdinhas… ou eu deveria dizer azuizinhas?
Eu sempre mantive o hábito de controlar minhas finanças. Nos primórdios, quando eu tinha apenas alguns trocados fornecidos pelo meu pai eu já me iludia usando o Money Talks 98, que veio como software completo na Revista do CD-ROM 40 (incrível como essa revista ainda existe). Eu até gostava do programa, mas como eu registrava cada movimentação financeira, acabava por desistir de usá-lo corretamente. Sim, sei que a idéia É registrar cada movimentação financeira, mas quando você tem cerca de 14 anos e suas movimentações financeiras se resumem a comprar guloseimas na banca de doces perto de casa, isso se torna meio inconveniente.
O tempo passou e acabei virando adepto das planilhas eletrônicas. Eu já não controlava cada centavo que gastava, mas ao menos tinha idéia de quanto ia gastar, sabia a média das minhas contas (água, luz, telefone) e chorava ao ver no fim de cada ano quanto eu já havia gasto com aluguel. Mas eu sentia que faltava algo. Encontrei o Mint, que tem um recurso muito foda, que acaba por ser sua limitação. Ele precisa ser ‘conectar’ à sua conta bancária para ler as informações, função essa que não existe no Brasil, o que impossibilita o uso dele. Então que eu descobri o FinanceDesktop.
Para começar, diferente de outros gerenciadores financeiros, o FinanceDesktop é gratuito, basta apenas um cadastro e o download está disponível. Ele não se conecta à nenhuma das minhas contas bancárias (eu não tenho conta corrente no Bradesco), mas ele pode importar os extratos e isso é uma mão na roda. Após configurar a classificação automática tudo fica ainda mais bonito, já que você identifica rapidamente o que é taxa bancária, o que são juros, o que são taxas de serviço, o que é taxa de taxa e o que sobra. Posso lançar todas as contas à pagar e à receber que tenho e quando os lançamentos são cruzados o programa já identifica a relação entre eles. Consigo verificar com facilidade o meu saldo futuro e prever quando vou ficar sem um puto no bolso, assim eu já posso ir me desesperando de antemão e começar a ir chutando os cachorros pelas ruas. Existem várias outras funções das quais nunca cheguei perto, como os maravilhosos gráficos de pizza, de torta e de bolo para que você possa descobrir se gasta mais em balas de jujuba ou de goma. Os relatórios também ajudam muito a planejar aquela viagem de fim de ano ou saber onde eu quero sair do vermelho primeiro. Outro ponto interessante é a existência de um Simulador de Ações, assim você pode praticar e aprender a investir antes de perder seu dinheiro. Não, eu ainda não estou fazendo isso.
Estou usando o FinanceDesktop a aproximadamente 3 meses e já estou bem mais animado, as previsões estão bem otimistas e se tudo der certo, até 2013 eu já terei saído do vermelho. A menos que o mundo acabe em 2012.