We set our bars to the next level...Eu estava esperando minha mulher na
estação tubo (coisa de curitibano) e à minha frente havia um rapaz, ouvindo música, alegre e feliz. Vez ou outra ele murmurava algo (provavelmente cantando) ou soltava um sorriso (algo referênte à musica?), fazia um
head bang comportado ou dava uma batucada (air guitar? air drum? air pandeiro?). Tudo bem, afinal, eu faço isso o tempo todo. São mais de duas horas por dia em 4 linhas de ônibus (duas na ida / duas na volta) e as pessoas que me vêem com alguma freqüência já devem achar que eu tenho algum tipo de distúrbio psicológico, mental, social ou alguma versão combinada dos três. Tá, mas e daí? Bem, e daí que o sujeito além de fazer tudo isso, tinha uns movimentos involuntários com as sombrancelhas.
A cada três segundos!! Okay, talvez a cada quatro segundos. Quando percebi isso, fiz um esforço moderado para não rir, me concentrei e passou. Tique nervoso na sombrancelha!! Tá, passou.
E então eu venho para o trabalho. Chego, repouso meu traseiro magro sobre a minha cadeira, abro algumas janelas, confiro os e-mails e percebo que tem alguém me observando. Ah, sim, são os indianos que viriam semana passada. Um deles está ao telefone e eu, vendo que e-mails posso excluir sem ao menos ler. E então escuto algo que não compreendo. Então novamente, mas dessa vez eu entendo e, pior, entendo que está errado. Ou nem tão errado, é só o
sotaque indiano! Sim, era
can you cannect pra cá,
I can't cannect pra lá e, por fim, fui tomar um café.
Eu ia rir, ia mesmo. Nos dois casos. Mas então, me lembrei do carma e em como ele pode ser cruel. Como eu não estou afim de ensinar o português (muito menos o inglês) para algum estrangeiro, resolvi apenas ficar quieto no meu canto. I'm just trying to be a better person.
My name is Earl.Por sorte eles não eram chineses, vietnamitas ou coreanos.