Perto da morada do diabo
Cansados dos finais de semana dentro do iglu e querendo variar um pouco as opções de lazer (a.k.a. Bosque do Papa), tentamos esquecer do tempo e fugir para um lugar suficientemente longe da civilização. Tentamos. A Clem já tinha dado a idéia alguns meses atrás, mas os planos não davam muito certo. Não que tenham sido maravilhosos dessa vez, mas ao menos conseguimos em parte.
Depois de preparar a mochila com o que achamos que precisaríamos, nos dirigimos ao terminal do Guarda Lupe¹ (sic) para tomarde assalto o ônibus Curitiba / Quatro Barras. Quarenta e três minutos depois, estavamos no terminal de Quatro Barras onde pegamos o ônibus Borda do Campo e após uns 20 minutos, estávamos na nossa parada, o ponto final, dalí, mais uns 15 minutos de caminhada até o Refúgio 5.13, que fica bem próximo ao Anhangava. Em tupí-guaraní, Anhangava quer dizer morada do diabo. Como era a primeira vez que nos dirigámos até o local, tratei de fazer o upload do mapa do caminho para o celular, o que se mostrou um tanto quanto inútil. Por sorte, no mesmo ônibus que a gente, haviam pessoas do mundo acadêmico que se dirigiam iam adiante do tal refúgio e se ofereceram para nos guiar até a simpática pousadinha no meio do caminho. Clementine ergueu a sombrancelha direita e olhou pra mim.
Na verdade, o caminho não era tão complicado como o mapa mostrava e logo chegamos no refúgio. Não nego que foi com estranheza que olhei o lugar. Havim alguns carros estacionados, fiz o registro e a mulher que nos recepcionou nos mostrou os alojamentos, banheiro, cozinha e então a área de camping. Crianças!! Haviam crianças correndo por lá. Não que eu tenha alguma fobia de crianças, mas com isso a promessa de um ambiente com muita paz e tranquilidade (como informado no site) foi-se embora, juntamente com meu desejo obscuro de ficar bêbado e sair correndo pelado pela grama... De qualquer forma, estava ficando frio e havia o risco de chover.
Chuva! Tenha em mente o que é uma barraca dessas que você compra no Hipermercado mais próximo. Não inspira segurança? Você imaginou essa barraca SEM a lona de cobertura? Bem, essa é a minha barraca. Ela já estava devidamente arrumada, havíamos acabado de descobrir que havia um poste de luz no meio do camping (destruindo ainda mais a já vaga idéia de se afastar da civilização), fizemos um lanche e deitamos um pouco para descançar e relaxar. Para minha infelicidade, as crianças que também estavam no camping encontraram uma tiroleza e isso tornou a experiência do descanço um pouco mais complicada. Quando elas se cansaram e tudo parecia calmo e seguro, começa a chover. Isso pode parecer apenas um mero detalhe, se você estiver numa barraca realmente segura, no nosso caso, havia a opção de tentar juntar tudo e correr para o alojamento ou, apostar na sorte. Apostamos e testamos a resistência da barraca.
Okay, não era nenhuma tempestade, tivemos alguns momentos de apreensão mas a barraca aguentou o leve tranco. Sofremos com o frio, já que tínhamos apenas uma manta grossa o suficiente para aquecer duas pessoas em uma barraca COM lona de cobertura. A condensação do orvalho, dentro da barraca também atrapalhou um pouco, já que isso fez com que alguns pedaços da manta ficassem úmidos, diminuindo ainda mais a eficiência na finalidade à qual esta se destinava.
Acordamos devidamente moídos, já que além de ter sido a primeira vez que pegamos chuva com a barraca, foi também a primeira vez que utilizamos os EVA², que aparentemente cumpriram sua tarefa como isolante térmico. Para completar, eu acordei de mal humor e isso simplesmente, terminou de estragar o passeio. Como eu ainda tinha que trabalhar hoje (Domingo), arrumamos as coisas e pegamos de novo a estrada e chegamos uns 3 minutos antes do ônibus passar no ponto e com isso, já estavamos de novo, seguindo as ordens dos relógios.
Slipknot - All hope is gone
Depois de preparar a mochila com o que achamos que precisaríamos, nos dirigimos ao terminal do Guarda Lupe¹ (sic) para tomar
Na verdade, o caminho não era tão complicado como o mapa mostrava e logo chegamos no refúgio. Não nego que foi com estranheza que olhei o lugar. Havim alguns carros estacionados, fiz o registro e a mulher que nos recepcionou nos mostrou os alojamentos, banheiro, cozinha e então a área de camping. Crianças!! Haviam crianças correndo por lá. Não que eu tenha alguma fobia de crianças, mas com isso a promessa de um ambiente com muita paz e tranquilidade (como informado no site) foi-se embora, juntamente com meu desejo obscuro de ficar bêbado e sair correndo pelado pela grama... De qualquer forma, estava ficando frio e havia o risco de chover.
Chuva! Tenha em mente o que é uma barraca dessas que você compra no Hipermercado mais próximo. Não inspira segurança? Você imaginou essa barraca SEM a lona de cobertura? Bem, essa é a minha barraca. Ela já estava devidamente arrumada, havíamos acabado de descobrir que havia um poste de luz no meio do camping (destruindo ainda mais a já vaga idéia de se afastar da civilização), fizemos um lanche e deitamos um pouco para descançar e relaxar. Para minha infelicidade, as crianças que também estavam no camping encontraram uma tiroleza e isso tornou a experiência do descanço um pouco mais complicada. Quando elas se cansaram e tudo parecia calmo e seguro, começa a chover. Isso pode parecer apenas um mero detalhe, se você estiver numa barraca realmente segura, no nosso caso, havia a opção de tentar juntar tudo e correr para o alojamento ou, apostar na sorte. Apostamos e testamos a resistência da barraca.
Okay, não era nenhuma tempestade, tivemos alguns momentos de apreensão mas a barraca aguentou o leve tranco. Sofremos com o frio, já que tínhamos apenas uma manta grossa o suficiente para aquecer duas pessoas em uma barraca COM lona de cobertura. A condensação do orvalho, dentro da barraca também atrapalhou um pouco, já que isso fez com que alguns pedaços da manta ficassem úmidos, diminuindo ainda mais a eficiência na finalidade à qual esta se destinava.
Acordamos devidamente moídos, já que além de ter sido a primeira vez que pegamos chuva com a barraca, foi também a primeira vez que utilizamos os EVA², que aparentemente cumpriram sua tarefa como isolante térmico. Para completar, eu acordei de mal humor e isso simplesmente, terminou de estragar o passeio. Como eu ainda tinha que trabalhar hoje (Domingo), arrumamos as coisas e pegamos de novo a estrada e chegamos uns 3 minutos antes do ônibus passar no ponto e com isso, já estavamos de novo, seguindo as ordens dos relógios.
¹ Fun fact: Se você está na região metropolitana de Curitiba e pretende chegar até o terminal do Guadalupe, pergunte como fazer para chegar ao terminal do Guarda Lupe. Não apenas os habitantes, mas também motoristas e cobradores de ônibus que passam diariamente por esse terminal, insistem em chamá-lo assim.
² Not so fun fact: O fato de que EVA quer dizer Espuma Vinílica Acetinada, não implica que o material seja fofo e macio como a palavra espuma sugere.
Categories: personalSlipknot - All hope is gone
20:52 | 1 Comments

kra vamo acampaaaaaaaa...
13 August, 2008 12:02