Bivak indoor
Alguns dias atrás, em busca de mais conforto e menos reclamações (minhas), comprei uma barraca nova e também um colchão inflável e esperava realmente poder estrear o equipamento neste final de semana. O que a previsão do tempo me deu? Chuva. Chuva e mais chuva com temperaturas baixas. E como pedras de granizo do tamanho de bolas de baseball estavam caindo em algumas regiões do estado, resolvi que não seria tão interessante assim acampar. Sendo assim, o jeito era se conformar e passar o final de semana enclausurado no iglu.
Depois de passar no supermercado para se abastecer com guloseimas, fomos para casa e nos preparamos psicologicamente para ver a luz do Sol apenas no dia seguinte, isso se as nuvens dessem uma trégua. Para garantir a diversão (ou o mais próximo possível disso), tinhamos meu computador, recheado de series, filmes, mp3 e a internet estava logo alí, one click ahead. Então, acontece o inesperado. Saio do quarto, com o computador ligado, vou até a cozinha e quando volto ao quarto, o computador está desligado. Tento ligar, nada. Penso comigo mesmo: fodeu! Inutilmente, abri o gabinete na ilusão de que encontraria o problema e este seria solucionado com uns estalar de dedos. A luz da placa mãe ainda estava acesa, então a fonte estava passando energia. Fechei o gabinete, liguei novamente o cabo de força e... nada. Olhei bem pra minha noiva, fiz aquela cara de cachorro que caiu da mudança e me conformei com o fato de que teria de passar o restante do sábado, domingo e algumas horas de segunda-feira sem o computador e ela sabe ou ao menos imagina o quanto isso é difícil pra mim. Sentei na cama ao lado dela para tentar bolar um plano alternativo de entretenimento e ela me pergunta: Tá sentindo cheiro de queimado? ... Uma lágrima correu pelo canto do olho esquerdo. Já não restavam mais dúvidas de que a fonte de energia tinha ido para as trevas. Nem chegou a fazer dois anos
.
Como já realmente não havia solução, o jeito era se divertir com o que tinhamos. Clem ligou o som e sintonizou em uma estação qualquer. Eu devia ter tirado uma foto da minha cara de espanto ao descobrir de uma só vez para que servia o botão tuner e que o som funciona sem estar ligado ao computador. O segundo passo foi armar o acampamento dentro do quarto. Enchi o colchão inflável, joguei algumas cobertas por cima e pronto. Foi praticamente um bivak indoor
. O resto foi só gargalhada. Por pior que tenha sido a merda (da fonte queimada), um pouco de cerveja, um frizante, nuggets e uns misto-quentes resolveram.
E, já que até então a previsão do tempo está sendo favorável, é bem provável que role um acampamento de verdade no próximo final de semana.
Categories: camping, nerd, personal
Nirvana - Rape me
Depois de passar no supermercado para se abastecer com guloseimas, fomos para casa e nos preparamos psicologicamente para ver a luz do Sol apenas no dia seguinte, isso se as nuvens dessem uma trégua. Para garantir a diversão (ou o mais próximo possível disso), tinhamos meu computador, recheado de series, filmes, mp3 e a internet estava logo alí, one click ahead. Então, acontece o inesperado. Saio do quarto, com o computador ligado, vou até a cozinha e quando volto ao quarto, o computador está desligado. Tento ligar, nada. Penso comigo mesmo: fodeu! Inutilmente, abri o gabinete na ilusão de que encontraria o problema e este seria solucionado com uns estalar de dedos. A luz da placa mãe ainda estava acesa, então a fonte estava passando energia. Fechei o gabinete, liguei novamente o cabo de força e... nada. Olhei bem pra minha noiva, fiz aquela cara de cachorro que caiu da mudança e me conformei com o fato de que teria de passar o restante do sábado, domingo e algumas horas de segunda-feira sem o computador e ela sabe ou ao menos imagina o quanto isso é difícil pra mim. Sentei na cama ao lado dela para tentar bolar um plano alternativo de entretenimento e ela me pergunta: Tá sentindo cheiro de queimado? ... Uma lágrima correu pelo canto do olho esquerdo. Já não restavam mais dúvidas de que a fonte de energia tinha ido para as trevas. Nem chegou a fazer dois anos
.Como já realmente não havia solução, o jeito era se divertir com o que tinhamos. Clem ligou o som e sintonizou em uma estação qualquer. Eu devia ter tirado uma foto da minha cara de espanto ao descobrir de uma só vez para que servia o botão tuner e que o som funciona sem estar ligado ao computador. O segundo passo foi armar o acampamento dentro do quarto. Enchi o colchão inflável, joguei algumas cobertas por cima e pronto. Foi praticamente um bivak indoor
. O resto foi só gargalhada. Por pior que tenha sido a merda (da fonte queimada), um pouco de cerveja, um frizante, nuggets e uns misto-quentes resolveram.E, já que até então a previsão do tempo está sendo favorável, é bem provável que role um acampamento de verdade no próximo final de semana.
Categories: camping, nerd, personal
Nirvana - Rape me
20:36 | 3 Comments



Quando vc utilizar a primeira noite o colchão na barraca, no outro dia, vai puxar o canivete do McGyver e estourar ele ali mesmo.
Odeio colchões infláveis!
13 August, 2008 08:12