Alí no final do corredor
Cheguei calmo à recepção, perguntei onde era feito o cadastro. O sujeito com um sorriso na cara me diz que é alí mesmo e solicita identidade e comprovante de endereço. Depois de passar os dados para o computador, incluindo números de telefone, pede que eu vá para o primeiro andar para continuar o cadastro. Okay.
Chego lá com a senha de atendimento: 37. Na tal sala, apenas mais um sujeito e 5 minutos depois, sai uma mulher. Ela pergunta pra mim: "O que você está fazendo aqui?". Com essas mesmas palavras. Pensei em dizer que estava esperando pelo Zé Gotinha para conseguir uma revistinha que ainda falta para minha coleção, mas como pretendia ir embora logo, disse que esperava para fazer o cadastro. Ela volta para a sala de onde saiu, deixa uma chave e pede que eu a acompanhe. No caminho, me diz que estava indo fazer "outra coisa" mas já que eu estava alí, ela resolveu fazer meu cadastro. "Muito obrigado por me fazer esse favor", pensei eu.
Ela me solicita identidade e comprovante de endereço. Depois de passar os dados para o computador, incluindo números de telefone, pergunta quanto é o aluguel, o condomínio, onde eu morava antes e diz que o aluguel está com um preço absurdo. Então constata que eu nem os colegas do apartamento não gastamos com ônibus, faz umas contas malucas e reduz R$350,00 do nosso aluguel. Se cada um nós da república precisassemos tomar dois ônibus, o aluguel sairia de graça. Mulher maluca. É claro que concordei.
Depois ela me encaminha novamente para a recepção para o agendamento da consulta. E lá, o sujeito com um sorriso na cara me diz que o computador dele está bloqueado e não pode agendar consultas. Tudo bem. Ele então pede que eu vá até o final do corredor onde "alguém" me antenderá para marcar a consulta. No final do corredor, três mulheres conversam alegremente, uma quarta vem e conta uma piada a qual não me recordo. Puxa, por que fui querer trabalhar com informática, eu devia estar alí, em uma unidade de saúde da prefeitura. A mulher da piada sai da sala e me vê, volta para a sala e diz para alguém que eu estou esperando. Me chamam pelo nome e perguntam: "Você veio marcar consulta?". Nãããoo! Eu não tinha o que fazer em casa e vim aqui escutar piadas! Na verdade eu apenas disse "sim". A mulher pediu que eu me sentasse, olhou para o computador, olhou para mim, olhou para a impressora e me dá a má notícia: "Eu até posso marcar sua consulta aqui, mas estão mandando os relatórios para a impressora agora e vai levar mais uns 30 minutos. Então não posso imprimir sua ficha. Você pode esperar ou então eu peço para o 'fulano' marcar sua consulta lá na recepção". Tudo bem, pensei eu. Vamos à recepção. E chegando lá, adivinhe quem é o tal 'fulano'?
A mulher chega na recepção e começar a conversar com uma outra e então percebe que eu "já" estou alí, esperando para ser atendido, olha para o sujeito que já não tem um sorriso na cara e fala para ele agendar minha consulta. Engraçado que ele nem precisou da minha identidade, parece até que já sabia meu nome, curioso isso. Igualmente curioso foi o computador dele ter sido "desbloqueado" mágicamente. Ele marca a consulta para 06 de Julho às 16:10 e me avisa que devo chegar no mínimo 40 minutos antes, caso contrário o sistema cancela automaticamente a consulta. Que bom que ele perguntou se eu realmente queria que a consulta fosse nesse dia e nesse horário.
Com toda a minha calma, disse obrigado, boa noite e fui embora. Cheguei em casa, liguei para um representante de um plano de saúde, agendei um reunião para o dia seguinte e ainda consegui dois colegas para fazer o plano de saúde. Como moro com um deles, ainda ganhei 10% de desconto em um plano sem carência para consultas e carência de 180 dias para cirurgias / internações.
E tem gente que não entende por que pessoas resolvem, totally out of the blue, atirar a esmo em cinemas, escolas e unidades de saúde.
Categories: personal, social
16:36 | 4 Comments



Funcionário publico só quer mamar na teta do governo.
18 June, 2007 18:57